Saturday, June 26, 2010

Algum dia de Agosto de 2002

Nossa! Tem coisas que nem o tempo consegue apagar!!!

E eu juro que tava vacinada, mas não foi bem assim. Agora sei, ou talvez só agora admita, que passei 2 anos e meio evitando uma pessoa, por medo das faíscas, ou inconscientemente, eu já sabia que não tinha esquecido coisíssima nenhuma. E mais do que nunca, ELE ME CONHECE! Ele me disse que pelo meu olhar no último encontro, ele sabia que ainda nos veríamos essa semana. Cara, ele ainda sabe o mapa da mina!!!



E lá estava eu, esperando um movimento dele. A tensão estava implantada. Sempre que nos encontrávamos, das últimas vezes, não tinha tensão nenhuma. Mas, depois das últimas horas, havia tensão, e das maiores. Eu não contive: falei tudo que tava sentindo, todas as recentes descobertas sobre mim que havia feito. Contei que talvez não encontrasse alguém como ele, que talvez ele tenha sido o grande e real amor da minha vida; contei-lhe que estava agindo pouco com o coração após o término do nosso namoro, muito mais racionalmente. E agora eu estava cara-a-cara com o homem que marcou minha vida pra sempre, contando a ele tudo!
Eu esperava que acontecesse algo, mas eu tinha muito medo do que iria acontecer! Medo do que eu iria sentir... Medo porque tinha sido tão difícil "esquecê-lo", arrancá-lo de dentro de mim... E se tudo voltasse? E se não fosse como costumava ser? Medo, muito medo! Medo de trair meus sentimentos, medo de magoar outras pessoas...

E então o céu baixou! Ele me olhou nos olhos e disse que ia fazer o que nós queríamos. Ele também tinha medo, mas o desejo era mútuo! E depois de uma última consideração, ele se aproximou, segurou o meu rosto e beijou minha boca. Nesse momento o tempo parou! Não se ouvia nada, só nossa respiração. E quando paramos, ele disse:

-Teu beijo continua igualzinho à última vez!

Enquanto nos beijávamos, uma lágrima correu meu rosto. Eu não acreditava que ainda podia sentir tudo aquilo por ele. Como aquilo tudo poderia estar ali, guardado após tanto tempo? Meu pequeno mundo quase desabou! Naquele momento só tive uma certeza: eu o queria de volta!

Quando o primeiro beijo acabou, e chegamos perto da terra de novo, me afastei um pouco dele pra respirar. Eu estava tonta, com a respiração ofegante, sem saber direito o que fazer ou falar. Como deixei aquilo chegar àquele ponto? Mas eu sabia que iria ainda mais longe. Eu queria mais, meu corpo pedia o corpo dele perto do meu. Pele na pele... minha boca queria o corpo dele!


Parecido com o que aconteceu ontem, a diferença foi um pouco mais de auto controle.

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