"Há tempos que não nos víamos, e há mais tempo ainda que não saíamos pra nos "distrair". E quando nos encontramos, não foi um
oi normal, daqueles de amizade, comum. Ele me beijou, e depois perguntou "Quanto tempo, hein?". Tudo muito estranho, pelo menos pra mim, que não sabia ao certo se era realmente aquilo que eu procurava, se deveria seguir com aquele encontro, se deveria aceitar aquele beijo e me deixar levar pelos caminhos da sedução dele. E como eu ia dizer pra ele todas as coisas que eu senti, as mágoas, as dúvidas, a dor que senti.... Será que valia a pena falar? Talvez não, talvez não valesse a pena, talvez ele nem ligasse, talvez fosse uma preocupação besta minha. Não disse nada.
S
Depois do beijo e dos cumprimentos, conversamos sobre nossas vidas profissionais, um pouco da vida particular, sobre os outros amigos, atividades atuais, entre outras coisas. E apesar de todos esses assuntos, um pairava no ar, um que não precisava de nenhuma palavra pois estava no ambiente, podíamos sentí-lo e quase apalpá-lo...
E
Até que eu me decidi, fui adiante. E ele nunca foi tão carinhoso, e parecia estar um pouco carente. E eu não sabia o que fazer, pois fui surpreendida com tanto carinho, com tanta dedicação, que realmente me deixou sem ação. E ele falava que estava com saudades, mas como acreditar em quem deixou marcas de tristeza? Enfim, depois da primeira vez, resolvi não acreditar mais nas palavras dele, pelo menos não enquanto estivéssemos a sós e entre quatro paredes.
X. Seria só diversão, aliás, sempre foi só diversão.
Mas o modo como ele me olhou nos olhos e disse "
verdade!!!", quando eu repeti com ironia o que ele havia falado.... por um instante eu acreditei, acreditei que ele estava sendo sincero, que poderia ser real. Mas logo percebi que não devia pensar nisso, pois iria acabar cometendo um erro que já tinha decidido não cometer. Só curti!
O
Infelizmente, ou felizmente, essa afirmação, aquele olhar, as marcas daquela noite e a voz dele continuam ecoando na minha cabeça. E eu sem saber no que acreditar, apenas esperando. Esperando que o AMOR bata à minha porta, me chame, me deseje! Que seja ele, que seja outro, mas que me ame!
"